O desafio de evoluir como profissional faz parte do dia a dia de empreendedores, e o desenvolvimento de competências tem que ser praticamente automático para não correr o risco de ficar para atrás. A criatividade é uma competência que permite o desenvolvimento de ideias inovadoras, vamos buscar apontar as competências que formam os principais destaques no mercado atual da inovação.

Ao pensar em inovação, as pessoas buscam referências mundiais como Google, Apple, 3M e esquecem que elas podem ser inovadoras nas suas competências diárias. Empresas mundiais criam inovações que mudam o mundo, como um avião, carro ou computador. Mas, dentro do universo das inovações, podemos prever que 99% são pequenas ou incrementais, que ocorrem no dia a dia. São as pequenas mudanças do cotidiano, que com muito planejamento, transformam sua empresa e sua mentalidade. Aquela sua ideia aplicada na rotina do seu trabalho e que permitiu um ganho de produtividade não deixa de ser inovação.

Mas, como ser mais inovador? Separamos algumas dicas para ajudar você a tornar-se ainda mais inovador.

Como me tornar inovador?

Um dos desafios de qualquer empresa ou empreendedor é justamente começar. Mostrar sua ideia para um amigo, não vale, ok? Convém destacar que em uma empresa é essencial que os líderes sejam facilitadores e transformadores para viabilizar um modelo de gestão da inovação. Ser inovador está muito mais vinculado ao processo do que ao lado criativo!

A prática diária irá elevar a sua habilidade e, assim, sua capacidade de gerar novas ideias e executá-las. Falando parece muito mais fácil do que é na prática, não é?

Antes de continuarmos, vamos somente deixar claro o que é inovação!

Inovação pode ser classificada como toda nova ideia aplicada em processos e produtos que são desenvolvidos e geram resultados econômicos para os envolvidos. Uma inovação, além de produtos, também pode ser o desenvolvimento de novos métodos, novos processos, novas formas de organização de trabalho, abertura de novos mercados e a criação de novas fontes de geração de renda.

Agora que já está mais claro o que é inovação, fica ainda mais evidente que uma inovação não acontece do dia para a noite. O mundo está repleto de pessoas com ideias brilhantes mas que não as tiram do papel.

 “O mundo precisa de sonhadores e o mundo precisa de fazedores. Mas, acima de tudo, o mundo precisa de sonhadores que fazem.”  Sarah Ban Breathnach

Porém inovação não é algo simplesmente novo. É algo novo que traz resultados para a empresa. Mais do que isso, é preciso separar inovação de melhoria.

Trabalhar em um ambiente inovador é motivador porque os indivíduos percebem seu crescimento e buscam superar as barreiras com mais criatividades. Uma empresa inovadora valoriza os talentos e, com isso, respondem mais rapidamente ao mercado com novas ideias, projetos e clientes mais satisfeitos. Seu desafio com a gestão de competências que indicamos nesse documento é o de conseguir configurar um ambiente que replique seu comportamento e repita o modelo de inovação com fluxo continuo, estruturado e gerenciável.

As competências no seu DNA

Nossas dicas de competências são referenciadas na obra escrita pelo guru da inovação, Clayton M. Christensen, com colaboração de Hal Gregersen e Jeff Dyer: DNA do Inovador. Nela, os autores explicam em detalhes como desenvolver as cinco competências fundamentais para ser um profissional inovador.

Segundo o livro, apesar de existir um “DNA” da inovação, qualquer pessoa pode desenvolver as habilidades que permitem pensar de forma inovadora. Christensen ilustra com exemplos reais que é possível mudar a essência de uma pessoa para que se torne mais do que um executor.

Christensen (eleito pelo Thinkers 50 o mais influente pensador vivo do management mundial) demonstram como qualquer pessoa pode desenvolver essas cinco habilidades, necessárias para se tornar um inovador. As dicas fazem parte do resultado de oito anos de pesquisas e entrevistas com quase 1.000 executivos e empreendedores de sucesso em empresas como Apple, Amazon e Google.

Mas quais são as habilidades que diferenciam os inovadores dos profissionais comuns?

Associar

A arte de associar é um diferencial e faz muito sentido como habilidade. Poder enxergar um segmento e aplicar em outro é algo utilizado para inovar. Henry Ford utilizou sua experiência em uma empresa de alimentos para criar a linha de montagem dos primeiros da sua montadora de carros. Ou seja, o desafio é ligar de forma simples e prática diferentes perspectivas, problemas e ideias para atingir um resultado novo e positivo.

Questionar

Quem não questiona, não evolui. Ou pior, torna-se meramente um executor. Ao fazer boas perguntas, você sai da zona de conforto e cresce. Os inovadores são os que fazem mais perguntas e nunca estão satisfeitos com a performance. Afinal, tudo sempre pode ser melhorado. Você pode começar com o básico: Por que fazemos isso? Como ser mais rápido e manter a qualidade? Por que nunca fizemos de forma diferente? Desafie o senso comum.

Observar

Prestar atenção nos detalhes fará, inclusive, que você faça perguntas melhores. E, com isso, inove! Ouvir clientes, compreender a cultura da empresa e alterar para evoluir será seu papel como observador. Não adianta sair correndo para apagar um incêndio sem compreender sua causa.

Trabalhar em rede / networking

Para pensar fora dos seus limites, muitas vezes será necessário interagir com pessoas das mais diversas áreas e atividades do conhecimento. E, um dos principais benefícios de um mundo conectado é justamente a possibilidade de trabalhar em rede. Um ponto de vista não explorado ou um insight de um colega de outra parte do mundo pode ser extremamente útil para uma inovação. Gerações diferentes, conhecimentos diversos em um mix cultural fará bem para você e para a sua empresa. Ao trabalhar em rede, o profissional também exerce habilidades de negociação e de resiliência.

Experimentar

Um ponto essencial em inovação é justamente a capacidade de experimentar e, com isso, evoluir. Vale errar, sim mas há meio de errar de forma inteligente, corrigindo rápido e ajustando seu projeto com isso. O principal desafio da inovação é compreender, achar o erro um fracasso é limitar o seu sucesso. Inovação precisa de testes e experiências. Como ocorre em qualquer pesquisa, uma ideia ou projeto nem sempre alcança o mercado, mas sempre entregará algum retorno de conhecimento.

Planejamento, avaliação de cenário, protótipo, teste de mercado e lançamentos de itens inédito demandam custos que podem não trazer retorno. Somente inova quem erra!

Em muitos casos, a tão famosa inovação estava dentro de casa e faltou olhar com mais carinho para os próprios profissionais, como você!

Descobrir novos remédios, desenhar e investir em algo radicalmente novo, projetar um produto inovador e testar a reação do público num novo mercado são tarefas que pedem por erros inteligentes. Experimentar permite coletar dados sobre o comportamento esperado no futuro.

Execução com retorno na prática

O dia a dia poderá consumir sua rotina, por isso, além dos itens acima, um profissional inovador contempla ainda as capacidades de: analisar, planejar, ver detalhes e regular o tempo.

Analisar demanda optar e ver os dados para decisões orientadas. O planejamento requer mapear e buscar metas com foco claro dos objetivos. Os detalhes estão nos refinamentos e nas revisões dos itens validados ao longo do seu processo de inovação. E, por fim, ajustar seu tempo é conseguir gerenciar a agenda e buscar cumprir seu planejamento ou cronograma!

A rotina com base nos itens acima, certamente garantirá sua capacidade de gerar inovações e transformar em itens de execução com retorno tangível.

Como dica extra, o livro sobre o DNA dos inovadores ainda traz um teste para você calcular o seu DNA inovador.

Os 4C da Inovação

Para nós, um modelo de competências é o que forma o modelo 4C de criação de inovação, porque inovar envolve mais do que somente criar, mas envolve planejar, testar e experimentar coisas novas. Conhecer os diferenciais e competências permite criar times de mais performance e sucesso.

Curiosidade

A curiosidade é o elemento básico da inovação e é a partir dela que o processo de desenvolvimento começa. Senão pela curiosidade, nós não conseguiríamos entender o mundo que nos rodeia e unir os recursos para gerarmos um novo elemento. Os 5 sentidos são indispensáveis para a busca de informações. Este processo inicia no nascimento e nos acompanha por toda a vida, sendo um item essencial na sua busca por competências em inovação.

Criatividade

A criatividade é uma forma de pensamento em que paramos de absorver informações e começamos a processar e encontrar conexões entre os elementos disponíveis aos nossos sentidos para transformar em ideias para que nosso o dia a dia seja mais fácil. O resultado direto da criatividade são as ideias. Todos possuem criatividade e, como em qualquer caso, ela deve ser estimulada diariamente.

Cálculo

O cálculo é a forma como mensuramos tudo na natureza. Quando uma ideia é robusta o suficiente para resolver todos os elementos de determinado problema ela passa a ser uma inovação. Porém, uma inovação não é útil se não for viável economicamente.

A forma de transformá-la em algo quantificável ocorre por meio do cálculo de sua estrutura, investimento, custo e do seu possível resultado. Com este conhecimento aplicado teremos inovação na prática, pronto para ser comercializado. Um item que você consegue ajustar e aprender com exercício no seu cotidiano.

Comercialização

Para a inovação de valor concluir seu destino, ela deve passar pelo processo de preparação do produto para a venda e a venda em si, mediante o correto planejamento e preparo. O conceito amplo de comercialização é de aplicar modelos de negócio para gerar resultados econômicos.

Ao perceber que você pode melhorar sua performance e compreender seus diferenciais como profissional e pessoa, a inovação será uma consequência. Transformar ideias em um produto ou serviço dependerá da sua capacidade de desenvolvimento e sua gestão para empreender com sucesso. Inovar requer um método e o desenvolvimento de múltiplas habilidades e competências.

Uma dica final é que você também pode realizar um diagnóstico de inovação para reduzir os riscos no lançamento de seus produtos. Esta é a melhor forma de apresentação da visão geral do seu projeto ou produto. A partir dela você define um roteiro que vai auxiliar na decisão de itens essenciais (e alguns até esquecidos).

É essencial que o cenário indicado seja compartilhado entre os sócios e participantes do projeto e, mais do que isso, seja realmente avaliado entre todos para que as mudanças possam ocorrer na prática. Alguns itens podem estar evitando o seu crescimento e, no futuro, afetarão o sucesso da sua ideia, produto ou projeto em serviços.

E você, ainda tem algum mito que queira discutir? Mande pra gente! Fale conosco e agende uma reunião para iniciar seu processo de inovação!